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Eleições 2016

25 de Janeiro de 2016, 12:40 , por Bertoni - | No one following this article yet.

Cobertura da Eleições Municipais 2016


Em oito anos, Prefeitura de Curitiba pagou R$ 18 mi à Greca Asfaltos

5 de Outubro de 2016, 13:37, por Terra Sem Males

por Phil Batiuk Trindade

Dono é aquele a quem algo pertence. No caso da Prefeitura de Curitiba, 100 empresas concentram a maior parte da dívida do município. Dívida que somava praticamente 1 bi de reais em fevereiro de 2015, para ser exato R$ 927.791.870,82.

A dona da maior parte da Prefs é a Denjud Refeições. É a primeira da lista que a gestão municipal entregou após dois pedidos de informações feitos por este jornalista. Somente em 2015, o investimento rendeu R$ 32,88 milhões à empresa.

Já a Greca Distribuidora de Asfaltos passou 2012, 2013 e 2014 na seca, mas voltou a faturar com obras para o município em 2015, tendo recebido R$ 1,6 mi. Mas em 2016, ano eleitoral, somente entre janeiro e 28 de setembro, já dobrou o lucro e levou pra casa R$ 2.952.007,50.

A empresa existe desde 2003, segundo a Receita Federal, sendo propriedade de sociedade anônima fechada. Presta serviços à Prefs desde 2008, com interrupção nos três anos já mencionados. Em valores brutos, recebeu da administração municipal um total de R$ 12.740.715,70.

Mas, usando o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA), o mesmo usado pela gestão municipal para conceder reajuste aos servidores públicos, o valor corrigido salta para R$ 17.935.359,75. Com essa grana, a Prefeitura poderia ter construído sete Cmeis dos mais bem equipados, estimando a obra em R$ 2,4 mi cada.

Terceirizadas

Somente em 2015, R$ 124 milhões foram pagos às dez maiores credoras da Prefeitura. Algumas delas prestam serviços terceirizados, como é o caso da campeã Denjud, mas também da Tecnolimp (8ª). Mas, para além desta lista, o Portal da Transparência revela os gastos do município com outras terceirizações.

Os dados de janeiro a setembro de 2016 apontam empenhos de R$ 80,6 milhões para a Risotolândia. À Tecnolimp estão destinados R$ 54,8 mi e à Cotrans, que aluga os carros brancos da Prefs, outros R$ 42,6 mi. Soma-se a isso os R$ 18,4 mi para a Higiserv e R$ 5 mi para a G5 cumprir funções da Guarda Municipal.

Curitiba gastará com terceirizações, se pagar tudo que está empenhado em 2016, pelo menos R$ 233 milhões.

Com esse valor o município poderia construir 97 cmeis, número muito próximo da meta de 120 estipulada pelo Ministério Público do Paraná para suprir a demanda total por vagas.

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Sabatina pra quem não tem medo

19 de Setembro de 2016, 13:22, por Terra Sem Males

Por Manoel Ramires
Terra Sem Males

O Sismuc realizou sabatina com as candidaturas à Prefeitura de Curitiba. O evento, realizado na APP-Sindicato, teve objetivo de discutir as principais pautas de interesse dos trabalhadores municipais. Os temas debatidos foram os Institutos de Saúde e Previdência, concurso público, terceirizações, orçamento, carreira e saúde do trabalhador. Além de sabatinar os candidatos, o sindicato entregou duas cartas compromisso e as plataformas eleitorais da CUT e Confetam. Os candidatos também receberam um exemplar do livro “Crônicas dos Excluídos”, que aborda a maior greve do serviço público municipal de Curitiba. O recado foi dado. O recado foi filmado para que ninguém no futuro diga que não disse o que falou.

Dos nove candidatos, seis foram. Três faltaram. Afonso Rangel foi o único que havia marcado presença, mas não compareceu na última hora. Ele alegou problemas de saúde e faltou. As outras duas ausências são de Rafael Greca e do prefeito Gustavo Fruet. Nesses casos, a desculpa é sempre o problema de agenda. Greca trocou a discussão com o sindicato que representa mais de 25 mil dos 34 mil servidores pelo samba.  Ele foi a evento da escola de samba Embaixadores da Alegria. Já Fruet, que mais uma vez tentou enviar o vice ao debate com o sindicato (fez o mesmo em 2012, quando enviou Mirian Gonçalves à sabatina dos municipais), preferiu participar de um culto em homenagem à Igreja Presbiteriana da Silva Jardim.

Colou no Richa

A ausência de Rafael Greca foi observada por todos os candidatos. Assim como sua aliança com o governador Beto Richa. De Xênia Mello a Ney Leprevost, passando por Tadeu Veneri, Requião Filho, Ademar e Maria Victória, todos destacaram a incoerência do candidato que quer retomar o poder ao clã mais conservador de Curitiba. Destaque para a crítica de que Beto Richa, aquele de bate em professores, tem colocado toda a máquina do governo estadual, por meio dos comissionados, na defesa de seu candidato. Richa é a mão invisível que balança a campanha de Greca.  Neste sentido, todas as candidaturas apelaram para o voto em si, permitindo a ida ao segundo turno contra o candidato da velha política, embora “fofinha”.

Fruet, o medroso

Gustavo Fruet tinha muito mais a ganhar do que perder indo a sabatina do sindicato. O encontro foi amistoso, não tendo sequer um pedido de direito de resposta. Era o momento ideal para, como um “republicano” que julga ser, explicar os calotes no IPMC, semelhante ao que Richa fez no estado, mas sem violência, discutir porque Curitiba constrói equipamentos, mas reduz a quantidade de servidores públicos, explicar o que aconteceu no caso de assédio na URBS, a sua relação com as terceirizações, o ICI, o contrato do lixo e orçamento público. Mas Fruet fugiu, como é de costume. Não aproveitou o momento em que poderia reduzir a distância de Greca ou ainda inibir o crescimento dos adversários. Concorrentes esses que terá que pedir apoio e voto, junto com os municipais que abandonou, no possível segundo turno. O vacilo faz com que ele seja abandonado pelos votos e campos políticos que abandonou.

Aliás, o sindicato não se surpreendeu com mais essa fuga. Todos os confrontos de ideias mais fortes que ambos tiveram que ter, o prefeito se ausentou. Ele apenas mantém o padrão que agora não ilude os municipais.

Atrasadinhos

Se três faltaram, três chegaram atrasadinhos. O encontro, marcado para as 15 horas, começou com Ademar, Tadeu Veneri e Requião Filho. No começo da primeira pergunta chegou a candidata do PSOL, Xênia Melo. Mais tarde, chegou Maria Victoria, do PP. Por fim e quase no apagar das luzes, chegou Ney Leprevost. Todos os candidatos atrasados tiveram a oportunidade de responder a pergunta que pegaram no meio

Engraçadão

Requião Filho é o candidato sexy appel dessas eleições. Ele arranca suspiros e fotos do eleitorado, principalmente o feminino. Além disso, busca se assemelhar muito ao estilo de seu pais, com piadas sarcásticas e ironias. Celebrou quando Tadeu Veneri respondeu uma pergunta antes, pois poderia “copiar”, riu quando Ademar comentou que Requião estava usando metáforas dele e distribuiu “metralhadora” quando Xênia se exaltava, principalmente contra o PT. O momento alto do stand up ocorreu após Xênia chamar Michel Temer de golpista. Requião Filho lacrou: “Ela chama meu amigo Michel Temer pelo o que de fato é”, concordou sob aplausos. Com relação as pautas, repetiu o discurso do programa eleitoral: vou conversar bastante.

Candidata zap zap

A candidata do PP, filha do ministro da saúde Ricardo Barros e da vice-governadora Cida Borguetti, parece querer trilhar seus caminhos na política de forma bem assessorada. A cada pergunta que era feita, ela “colava” do celular a resposta, citando pautas dos trabalhadores. Mas quando abandonava o Iphone, derrapava muitas vezes na resposta. Isso ficou evidente na pergunta sobre saúde do trabalhador, que trata de condições de trabalho, e ela respondeu sobre UPAs e Unidades Básicas. Com colinha do zap zap ou não, teve coragem de enfrentar ambiente hostil para inclusive defender parcerias públicos privadas e compra de vaga em creche particular.

Falou pouco, mas agradou

Ney Leprevost chegou à sabatina na quarta pergunta. De cara afirmou que apesar de não ser o candidato natural daquele encontro, respeitava a iniciativa do sindicato e se comprometeu em receber os trabalhadores na primeira semana, se eleito.  Depois aproveitou o tempo que teve para espinafrar Greca, citando sua aliança com Beto Richa, e criticar a ausência de Gustavo Fruet. Ney sabe que ele tem condições de ir ao segundo turno, substituindo o atual prefeito. Por isso, pisou em ovos nas respostas que pudessem desagradar um eleitorado de esquerda.

Domínio da pauta

Xênia Mello e Tadeu Veneri demonstraram conhecimento da pauta dos municipais. A primeira enfatizando na carga emotiva e na relação próxima como usuária dos serviços públicos. O segundo demonstrando experiência e conhecimento de quem já foi vereador em Curitiba e tem como eleitorado o funcionalismo público. No conteúdo, ambos têm concordância sobre os Institutos, sobre orçamento público, sobre credores e devedores da Prefeitura de Curitiba. O que os diferencia é a maior experiência de Veneri no debate político e sua capacidade de se contrapor a outros candidatos como quando explicou que as terceirizações e PPP tem objetivo de lucrar e não de melhorar a vida da população.

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Sabatina com candidatos à Prefeitura de Curitiba aborda estrutura e condições de trabalho de servidores municipais

17 de Setembro de 2016, 17:24, por Terra Sem Males

Líderes nas pesquisas, Gustavo Fruet e Rafael Greca ignoram o debate e não comparecem para dialogar com trabalhadores da Prefeitura

Por Paula Zarth Padilha
Terra Sem Males

Na tarde deste sábado, 17 de setembro, o Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Curitiba (Sismuc) promoveu uma sabatina com os candidatos à Prefeitura. O formato proposto foi a abordagem de cinco temas de interesse da categoria, como condições de trabalho, estrutura, orçamento da cidade, terceirizações, assédio moral e atuação dos prefeituráveis sobre os temas saúde, educação infantil, segurança.

A presidente do Sismuc, Irene Rodrigues, coordenou a sabatina formalizando as perguntas, instigando os candidatos e se posicionarem sobre temas polarizados no país, como a utilização de parcerias público-privadas para execução de serviços, defendida por Maria Victória e repelida por Requião Filho, Xênia Mello e Tadeu Veneri, que destacou que é contra as PPPs dizendo que a maior fonte de arrecadação é o Estado e o que está em discussão é o que o Estado atende.

A humanização das relações entre a gestão da Prefeitura e os servidores, e entre os servidores e a população, permearam o tom das respostas.

A questão sobre o orçamento municipal teve as mais diversas propostas quanto à arrecadação. Requião Filho propõe o aumento de arrecadação com diminuição de impostos. Para ele, para que as pessoas consigam pagar, pois a maioria dos devedores devem pouco e quem deve muito seriam os grandes grupos empresariais. Xênia defendeu a implementação do IPTU progressivo e o enfrentamento à Lei de Responsabilidade Fiscal. Maria Victória falou sobre governo participativo e de divulgar a cidade para trazer feiras e investimentos. Ademar Pereira destacou que a Prefeitura deve deixar as pessoas e as empresas trabalharem, pois para ele a gestão quer arrecadar mas não faz a parte dela.

A sabatina foi iniciada já com 15 minutos de atraso com somente três dos candidatos presentes: Tadeu Veneri (PT), Requião Filho (PMDB) e Ademar Pereira (Pros). A candidata Xênia Melo (Psol) chegou ainda durante a primeira pergunta, Maria Victória (PP) a partir do segundo tema tratado. Ney Leprevost (PSD) chegou ao final e utilizou seu espaço reduzido para prometer aos servidores que o Sismuc seria chamado para conversar na primeira semana após a posse. Gustavo Fruet (PDT), que tenta a reeleição, e Rafael Greca (PMN), que aparece liderando as pesquisas de intenção de votos, ignoraram o chamado dos trabalhadores, sequer responderam ao convite e não compareceram à sabatina. Afonso Rangel havia confirmado mas cancelou sua participação.

O Sismuc realizou a cobertura em tempo real abordando as falas dos candidatos. Acesse facebook.com/sismuc.sindicato

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Apesar do frio, o debate foi morno

24 de Agosto de 2016, 15:57, por Terra Sem Males

Por Manoel Ramires
Terra Sem Males

O primeiro debate entre as candidaturas à Prefeitura de Curitiba seguiu a tendência dos confrontos eleitorais iniciais: foi morno e superficial. Os candidatos estavam nervosos, escorregando no tempo de perguntas e respostas, além de não encontrarem o time de seus próprios discursos. O excesso de debatedores, nove, também dispersou muito a discussão. O modelo prejudicou o atual prefeito Gustavo Fruet, que pouco apareceu, sendo alvo, assim como Greca, de críticas paralelas. O debate também teve as famosas dobradinhas, em que candidatos perguntam ao adversário de forma amena.

Apadrinhados

Se o debate não produziu confrontos épicos, por outro lado, houve a tentativa de se associar candidatos a padrinhos políticos. É o caso do governador Beto Richa, que foi associado a Rafael Greca. Veneri, Xênia, Requião Filho e o próprio Fruet destacaram essa aliança. Principalmente por causa do “Massacre do Dia 29 de abril”. Outro lembrado foi o secretário de planejamento do governo estadual Ratinho Júnior. Recordação essa associada à desintegração do transporte. Em sua defesa, o afilhado Ney Leprevost demonstrou nervosismo, respondendo ao prefeito Gustavo Fruet em pergunta paralela.

Sem padrinhos

Mas o debate também teve ausências importantes. Disputado na pré-campanha, o ex-governador Jaime Lerner não foi citado nem positivamente, nem negativamente. Também passaram ilesos Dilma e Lula, que não foram atacados, nem defendidos.

Acusação socialista

Já a Lava Jato ganhou a boca de todos os candidatos na principal pérola do debate. Ao fim do 2º bloco, a candidata do PSOL Xênia Mello disse que era a única candidata não citada na operação, adotando discurso moralista e conservador. A afirmação deu direito de resposta a todos os outros oito candidatos, afinal, nenhum deles é investigado. No máximo, seus partidos.

Greca ensaboado

Rafael Greca também escorregou duas vezes no excesso de confiança. Questionado por Xênia, afirmou que ele havia construído o Cmei Centro Cívico, que sofreu com as bombas lançadas nos professores. Rapidamente as redes sociais disseram que era mentira, afinal, a obra era de Requião. Esperto, Greca se desculpou pelo ‘equívoco’ em outro bloco. Só não conseguiu fugir do confronto com Tadeu Veneri. O petista questionou proposta de asfaltar dois mil quilômetros e disse que Greca estava “vendendo terreno na lua”.

Fruet falador

Veneri também emparedou Gustavo Fruet com relação ao fechamento de berçários, assunto que o prefeito foi perguntado por mais de um candidato e não apresentou resposta, fugindo para o argumento de que zerou a demanda para quatro anos. O prefeito também se excedeu nas informações, ligando uma “metralhadora de dados” que ninguém entendia. A má estratégia foi bem captada por Veneri que lascou: “Eu não entendo o que o Fruet fala”.

Pérolas de Vic

O debate teve também momentos de constrangimento coletivo. Um candidato defendeu que a Guarda Municipal precisa ser mais bem vestida para melhorar a segurança. Já as principais pérolas ficaram com Maria Victória. A deputada se limitou a dizer que tem amigos gays quando perguntada sobre políticas para negros e LGBTT. Victoria ainda falou em comprar computadores IMAC para crianças e prepará-las para o mercado de trabalho. Detalhe, Curitiba é responsável pelo ensino fundamental, idade em que é proibido criança trabalhar, mesmo como menor aprendiz.

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MPE-SP impugna candidaturas de Russomano, Marta, Erundina e Olímpio

24 de Agosto de 2016, 15:18, por Redação ParanáBlogs

O Ministério Público Eleitoral em São Paulo impugnou nesta terça-feira, 23, as candidaturas de Celso Russomanno (PRB) e Marta Suplicy (PMDB), que lideram as pesquisas de intenção de voto na capital paulista. Também foram impugnadas as candidaturas da ex-prefeita Luiza Erundina (PSOL) e de Major Olímpio (SD).

Ao todo, foram impugnados pelo Ministério Público 675 do total de 1269 registros de candidaturas de vereadores e 15 do total de 22 registros de candidatos a prefeitos e vices somente na capital paulista.
As impugnações são questionamentos aos pedidos de registro de candidatura feitos pelos interessados em disputar as eleições na Justiça Eleitoral e podem, caso confirmadas as irregularidades, impedir o registro das candidaturas.

No caso dos candidatos à Prefeitura, os questionamentos todos se baseiam na falta de documentos obrigatórios, o que ocorreu, em grande parte, devido à dificuldade do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo em emitir no prazo as certidões solicitadas por todos os candidatos.

De acordo com o promotor José Carlos Bonilha, o número de impugnações deste ano é um recorde da promotoria eleitoral. Nas eleições municipais de 2012, por exemplo, foram impugnadas na capital 410 candidaturas de vereadores e seis de prefeitos de vices.

Neste ano, foram solicitados 1269 registros para candidatos a vereador em São Paulo e 22 registros para candidatos a prefeito e vice da capital paulista.

Diante disso, o juiz eleitoral deve conceder um prazo de sete dias para que os candidatos regularizem a situação.